
O Club dos Ventos fez uma trip muito show pela costa cearence com 13 velejadores, muitos tops do Professional Windsurf Association, e eu fui a brasileira convidada a participar desta viagem juntamente com a velejadoras Vick, Emma e Anna ... todo o trajeto pela praia... Um visual mais lindo que o outro...Muitos velejos, em especial Icaraizinho e na praia da Malhada, em Jeri. Esta entrevista aconteceu durante a trip e vou colocar abaixo a tradução em português.
Autoretrato“Eu sou uma windsurfista com alma de surf. O esporte é a minha segunda paixão.Quando eu não estou na água, eu deixo trancorrer livremente a minha natureza artística e criativa; eu desenho, eu pinto.”
Seu objetivo“Velejar em muitas ondas diferentes e em todos os tipos de condi’ções. Atualmente, estou treinando para acertar o goiter. Fora da água, futuramente, eu quero desenvolver um projeto social ensinando windsurf e consciência ambiental para as crianças carentes.”
Suas qualidades“Tem prazer na água e está sempre aprendendo.”
Os velejadores que ela admira“Kauli Seadi, Marcílio Brawzinho, Juliana Farias e Josh Ângulo.”
Picos favoritosHookipa e Jericoacoara.
Sua disciplina favoritaAs ondas porque é radical e preciso estar sempre atenda a toda mudança de condição.
Ivana tem borboletas tatuadas pelo corpo todo. Como elas, esta gatinha voa de um pico para outro a procura de ondas. “Eu espero participar do circuito profissional de wave da PWA (Professional Windsurf Association). Em 2005, eu participei de algumas etapas do circuito PWA e pude conhecer muitos lugares maravilhosos e não a nada que eu ame mais do que isso.
"É a minha maneira de viver windsurf. Mais que um esporte é um estilo de vida. Acredito que as grandes competições possibilitam momentos mágicos e uma evolução constante de windsurf com os outros velejadores.” Não, ela compete sim, e participa regularmente do circuito profissional brasileiro de windsurf nas ondas. Ë tricampeã brasileira de wave (2004/2006/2007) .
Ivana Farias, 26 anos, quer fazer as duas coisas juntas. Quer exercer arquitetura, velejar sempre de windsurf, viajar– viver intensamente suas duas paixões.
Uma garota alma. Brasileira até o último fio de cabelo.
O que tem de especial nos velejadores brasileiros?
O velejadores brasileiros são especiais porque misturam o enorme talento do windsurf com a alegria de fazerem o que gostam.
O que fez Ivana aprender windsurf em 1997?
A família do Brawzinho dando loopings em Jericoaocara... me fez perceber, a que ponto poderíamos ser felizes e chegar no windsurf. A partir daí, fiz uma parceria com a Juliana, minha irmã, e entrei na escolinha mais próxima.
A prancha para ela é vital, e na arquitetura porque é o seu trabalho. “A associação dos dois pode parecer estranha, mas para mim é perfeita! A arquitetura chegou na minha vida antes do windsurf, e imediatamente senti, que combinavam perfeitamente. Um exemplo, eu trabalho em alguns projetos de interiores em Jericoacoara.” Jericoacoara... paraíso favorito da rider brasileira, e esta cidade é um desafio para a arquitetura. “O urbanismo em Jeri não está realmente em harmonia com a natureza”, explica ela. “Os imóveis deveriam ser projetados 2 a 3 metros acima da superfície, para que esta não seja bloqueada e possa continuar a fazer seu caminho com a ajuda dos ventos fortes. Isto seria uma maneira de evitar a erosão e preservar a dinâmica costeira.” Por hora, nesta mesma costa onde afloram as ondas e ao lado de outros 12 velejadores do grupo do Brasil Beach Search, a garota borboleta faz manobras graciosas pela costa cearense.
Foto:Cleison Silva PICO:Lagoinha